Conheça o Dual Plane, uma das técnicas utilizadas no procedimento de Mamoplastia

Quando falamos de cirurgia plástica, milhares de informações são encontradas na internet, principalmente se o assunto for prótese de silicone. No entanto, é preciso muita cautela na hora de separar e consumir esse conteúdo, pois nem sempre o que se encontra é realmente verdade 一 e é exatamente por essa questão que o acompanhamento médico se faz tão importante, desde o pré até o pós-operatório.

No caso da mamoplastia de aumento, muitas pessoas têm em mente que só existem dois métodos de implantar a prótese: abaixo ou acima do músculo. Porém, há uma técnica bastante eficaz, já consagrada de longa data, que é utilizada pelos cirurgiões plásticos: a Dual Plane, que consiste em  inserir o implante de uma maneira que tenha cobertura parcial do músculo, com algumas porções da prótese sendo cobertas pelo tecido mamário.

Com o método Dual Plane, mudanças e detalhes que parecem simples no momento da cirurgia acabam surpreendendo nos resultados e na experiência das pacientes. Confira a seguir as principais características e benefícios do procedimento.

Como é realizado o método Dual Plane?

Técnica aperfeiçoada pelo cirurgião plástico norte-americano John Tebbetts, o Dual Plane tem como objetivo proporcionar resultados mais naturais e duradouros à paciente.

Como a região trabalhada é composta por pele e gordura, além da glândula mamária, esse método é usado para que a prótese fique metade sob o músculo e, a outra metade, sob a glândula. A grande vantagem do método, é que para determinadas pacientes evita resultados indesejáveis que poderiam ocorrer caso as próteses ficassem totalmente abaixo do músculo ou em pacientes que apresentam certa flacidez mamária, o que poderia gerar o inconveniente de as próteses ficarem altas em relação às mamas, formando uma deformidade conhecida como “waterfall” ou “snoopy nose breast”.

Durante a cirurgia, o médico libera a origem costal do músculo peitoral maior, na porção inferior dos implantes, fazendo com que haja maior espaço para um “encaixe” adequado da prótese e a borda inferior liberada não tracionará tanto o implante para cima, evitando deslocamento indesejável. Assim, em torno de 80% do implante, sem sua porção superior, ficará recoberta pelo músculo, e o restante pela glândula mamária, sendo esta variante conhecida como dual plane tipo I.

 

 

Nos casos de pacientes que apresentam certo grau de flacidez, em que a aderência natural entre o tecido mamário e o músculo é mais frouxa, há risco maior de descompasso entre a posição do implante e a mama, fazendo com que seja necessário menor cobertura muscular, com consequente maior liberação inferior para encaixe da prótese. Com esta finalidade, o cirurgião, além de liberar a origem costal do músculo, descola o músculo do tecido mamário desde sua porção inferior até o nível do bordo inferior da aréola. Este é o dual plane tipo II.

Já nos casos em que a flacidez é maior, usualmente em mulheres que já amamentaram ou que terão que fazer mastopexia associada, haverá maior necessidade de liberação do músculo, até o nível do bordo superior das aréolas, consistindo no dual plane tipo III, em que haverá cobertura muscular em torno de 60% do implante em sua porção superior.

 

Dessa forma, se obtém as vantagens de ambos os planos, submuscular e subglandular (abaixo e acima do músculo), ajustando conforme a necessidade da paciente.

Para quem é indicado?

A inserção da prótese de silicone com o método Dual Plane é especialmente indicado àquelas mulheres que têm pouco tecido mamário, sendo o tipo I para as que não apresentam flacidez, o tipo II para as que apresentam certo grau de flacidez e o tipo III para as que têm flacidez mais intensa. Contudo, esta característica não é um limitador para o uso da técnica, uma vez que pode ser realizada em todas as mulheres que desejam realizar a mamoplastia de aumento.

Os benefícios do Dual Plane

Confira alguns deles a seguir:

Em primeiro lugar, há os benefícios do plano submuscular, com diminuição do risco de maus resultados decorrentes do descompasso de posição entre as mamas e os implantes – deformidades em “waterfall” e “snoopy nose breast”;
O aspecto final fica mais natural, o que possibilita que mulheres muito magras ou com pouco tecido mamário possam realizar o procedimento também;
O resultado tende a ser mais duradouro, pois próteses submusculares apresentam menor tendência a contratura capsular com necessidade de trocas;
As “dobras” da prótese tendem a não ficar visíveis nem palpáveis;
Os exames de diagnóstico de imagem da mama, como ecografia e mamografia são facilitados.

É muito importante que ao consultar seu cirurgião plástico, você verifique a experiência do médico na realização desta técnica. Isso permite que se estabeleça maior confiança nas orientações pré e pós-operatórias para que o resultado final seja satisfatório.